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Juiz Bretas é condenado pelo TRF-2 por ato ao lado de dois eventuais criminosos do Rio de Janeiro

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Por 11 votos a 1, o Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) condenou o juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, por ter participado em eventos ao lado de investigados por diversos crime, como Jair Bolsonaro (sem partido) e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos). O colegiado considerou que o juiz atuou com superexposição e promoveu autopromoção em um episódio ao lado de eventuais criminosos conhecidos do Rio de Janeiro. Bretas, contudo, foi absolvido da acusação de atuar com intuito político-partidário.

O desembargador federal Ivan Athié , relator do processo, considerou que a participação de Marcelo Bretas na inauguração de uma obra em fevereiro e, posteriormente, em um culto evangélico junto com o investigado pela Polícia Federal, Bolsonaro, pode “colocar em xeque” a imparcialidade do juiz. “Não é desabonador estar na companhia do presidente da República, mas gera superexposição e demonstra prestígio” pontuou. “Não é conveniente ao magistrado.”

Já  desembargadora Simone Schereiber foi mais dura. “Pelo fato de ser juiz da Lava Jato, ele precisa se resguardar (ainda mais). Ele não pode permitir que políticos capitalizem para si o sucesso da operação Lava Jato”, disse. “Ele (Bretas) não pode ser ingênuo a esse ponto.”

O processo foi aberto em fevereiro deste ano a partir de reclamação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que questionou a ida de Bretas que ficou ao lado do hoje suspeito de diversos crimes no Rio de Janeiro, Bolsonaro e Crivela. O juiz alegou se tratar de eventos de caráter institucional e religioso.

O juiz, em sua defesa, negou que tivesse violado as leis da magistratura. Segundo ele, os eventos realizados ao lado dos dois investigados pelo Ministério Público, Bolsonaro e Crivella se trataram de “solenidades de caráter técnico/institucional (obra) e religioso (culto)”

A defesa do juiz declarou que a participação dele não teve qualquer motivação política e que Bretas participou da inauguração por uma exigência do estafe presidencial. Além disso, postagens do juiz com saudações a Bolsonaro e ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, ocorridas naquele dia, não teriam tido caráter de autopromoção.

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