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Presidente da OAB é preso suspeito de agredir a própria mulher

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos, de 41 anos, foi preso na noite dessa quarta-feira (27) suspeito de agredir a mulher dele, Luciana Póvoas Lemos, de 42 anos, em Cuiabá. Leonardo negou as agressões (veja a versão dele ao final da matéria) e foi liberado na manhã desta quinta-feira (28).

De acordo com a Polícia Militar, os policiais foram chamados pela mulher de Leonardo, que também é advogada, por volta de 22h no condomínio do casal, localizado no bairro Goiabeiras.

Luciana contou que Leonardo chegou em casa e eles tiveram uma discussão. Ela afirmou que foi empurrada e xingada pelo marido. Também revelou que não foi a primeira vez que isso aconteceu.

No boletim de ocorrência, a mulher detalhou à PM que o marido aparentava ter ingerido bebida alcoólica.

O advogado foi conduzido pela PM à Central de Flagrantes do bairro Verdão, em Cuiabá.

O advogado Rodrigo Marinho, da Associação Brasileira de Advogados Criminalista (Abracrim), acompanhou o caso.

Autuado na Lei Maria da Penha

De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado como’ injúria real com vias de fato’.

O suspeito foi conduzido pela equipe da Polícia Militar para a delegacia, ouvido pela delegada plantonista e foi autuado em delito flagrante delito pelos crimes previstos no Artigo 140 do Código Penal (injúria pela Lei Maria da Penha), e Art. 140 – § 2º.

O caso será encaminhado para a Delegacia da Mulher de Cuiabá.

Outro lado

Em nota enviada à imprensa no final da manhã desta quinta-feira, o presidente da OAB negou as agressões.

 “Em primeiro lugar, quero reafirmar meu profundo respeito e zelo pelas políticas afirmativas dos direitos das mulheres. E tenho atuado firmemente em todas as ações da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso”, declarou.

Ele afirmou que repudia qualquer forma de agressão ou violência às mulheres e declarou que jamais agrediria a mulher dele.

 “Houve um desentendimento e uma discussão que envolveu, inclusive, o meu filho. Mas eu disse que aquela situação, de discussão acalorada, era inaceitável e fui para o quarto. Neste momento, ela me empurrou e eu tentei fechar a porta para não prolongar a discussão”, contou.

Na nota, o presidente afirma que, na delegacia, Luciana prestou o depoimento assistida pela presidente do Conselho Estadual de Defesa da Mulher e também afirmou – está registrado em Boletim de Ocorrência – que não houve agressão. Tanto que não houve sequer necessidade do exame de corpo de delito.

 “Quando fui ouvido, eu mesmo solicitei que fossem fixadas medidas protetivas para que os fatos sejam apurados de forma imparcial e com a devida segurança. Diante dos fatos, foi-me concedida de forma imediata a ordem de soltura”, afirmou.

Por Denise SoaresLorena Segala e Suelen Alencar
Fonte: g1.globo.com

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