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10 erros mais comuns no estudo para concurso

Recebo vários questionamentos acerca dos erros de estudo para concurso público.

Já começo destacando que essa é a opinião de alguém que obteve êxito com um método e, a pedidos e sem nada em troca, o difunde para ajudar.

Eu fui aprovada em concurso da Magistratura, todos os concursos de analista que prestei, Procuradora de Município e na primeira prova da OAB, sempre estudando sozinha e trabalhando o dia inteiro.

Isso não se deu por genialidade. Ao contrário, sou uma pessoa comum que tomou muitos tombos até entender que seu sucesso dependia do aproveitamento sistematizado do tempo, conteúdo e emocional.

Em todas as áreas da vida não basta aprender, mas saber usar o que aprendeu e com os concursos ou qualquer desafio em que somos colocados à prova não poderia ser diferente. Com base nisso, segue a lista dos 10 erros mais comuns:

1. Querer resumir livros gigantes

Te falam que aquele livro é a Bíblia do assunto e você pensa: vou resumir para dominar o assunto.
O problema é que a única coisa dominada é o seu tempo.

Principalmente quem está começando a estudar, não tem base para fazer resumos concisos e num espaço de tempo produtivo.

2. Reproduzir o método de alguém sem saber se rende para você

Cada um rende de uma forma. Alguns são auditivos, outros assistindo vídeo aula, outros lendo.

O certo é que antes de conhecer o método que mais nos faz render, temos que reconhecer como mais rendemos.

Não adianta madrugar se rende mais estudando pela manhã.

Não adianta grifar se você entende melhor assistindo vídeos aulas.

3. Não adianta ler 3 livros de uma mesma disciplina. Leia um bom e entenda.

Esse é definitivamente um dos erros mais comuns, principalmente quando o concurseiro gosta da disciplina.

Gostar de Constitucional e por isso ler livro do Canotilho vai ser bacana pra sua futura pós em Constitucional, mas não para o concurso em que você precisa aprender e outras tantas disciplinas.
Entenda, concurso é extensão e não profundidade.

4. Apostilas ou sinopses para quem têm menos tempo podem ser usados sim

Não se trata de substituir livros, mas distribuir o tempo e conteúdo com base em disciplinas de maior ou menor incidência nas provas. Essa equação se chama produtividade.

Se você quer ser Juiz do trabalho, obviamente não vai estudar Direito do Trabalho por sinopse, mas poderá fazê-lo em Constitucional, Internacional, Penal e Previdenciário, por exemplo.

5. Estudar doutrina em véspera de primeira fase é se boicotar

Doutrina tem de ser estudada ao longo da preparação. Iniciado o concurso você divide em fases.

6. Seu concorrente é você, e não o seu colega

 

7. Reprovou hoje, volte a estudar amanhã

O sucesso de amanhã é plantado pela disciplina de hoje.

8. Tenha foco e evite escolhas que limitem o seu estudo

Não saia prestando concursos. Tenha um foco para ficar cada vez melhor até passar. Prestar várias concursos diferentes é diluir o resultado do seu estudo.

Evite pós graduação. Salvo raras exceções, não é hora. Uma boa pós exige dedicação e pós diz respeito a apenas 01 disciplina, enquanto o concurso diz respeito a várias.

9. Humildade antes de passar

Fale pouco e estude muito. Não existe concurseiro melhor que o outro. Existe quem passou e quem ainda não passou.

10. Humildade depois de passar

A maior sabedoria da toga não é a dos institutos jurídicos, mas a de entender que você irá aplica-los para assegurar respeito e dignidade às pessoas.
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Por Elisa Tavares @elisaastavares

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