A Polícia Federal (PF) deu um novo passo na investigação sobre supostas vendas de decisões no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nesta terça-feira (18/03/2025), a PF ampliou o inquérito e passou a mirar novos alvos no estado de Tocantins, em um caso que tem gerado repercussão nacional e levantado questionamentos sobre a integridade do sistema judiciário brasileiro.

De acordo com fontes próximas à investigação, a operação busca desvendar uma suposta rede de corrupção que envolveria advogados, empresários e possivelmente membros do judiciário. A suspeita é que decisões favoráveis estariam sendo negociadas em troca de vantagens financeiras, com valores que poderiam chegar a milhões de reais.
O inquérito, que começou a ser apurado no ano passado, ganhou novos contornos após a identificação de transações suspeitas e conversas interceptadas que sugerem a participação de figuras influentes no estado de Tocantins. A PF já realizou buscas e apreensões em endereços ligados aos investigados, incluindo escritórios de advocacia e residências.
Um dos pontos centrais da investigação é a possível atuação de um “lobista” que faria a ponte entre interessados e supostos facilitadores dentro do STJ. Segundo os investigadores, esse intermediário teria atuado em casos envolvendo grandes empresas e disputas milionárias, garantindo decisões favoráveis em troca de pagamentos ilícitos.
O STJ, por sua vez, emitiu uma nota reforçando seu compromisso com a transparência e a ética, afirmando que “não compactua com qualquer tipo de irregularidade” e que está à disposição para colaborar com as investigações. A corte também destacou que qualquer envolvimento de seus membros em atos ilícitos será apurado com rigor.
A ampliação do inquérito para Tocantins chamou a atenção por envolver figuras políticas e empresariais de destaque no estado. A PF não divulgou nomes dos investigados, mas adiantou que a operação deve se estender por mais semanas, com a possibilidade de novas diligências e prisões.
Especialistas em direito e combate à corrupção destacam a importância de investigações como essa para preservar a credibilidade do sistema judiciário. “Casos como esse reforçam a necessidade de mecanismos de controle e transparência, além de uma atuação firme das instituições para coibir práticas ilícitas”, afirmou um jurista ouvido pela reportagem.
Enquanto a PF segue com as investigações, a sociedade aguarda ansiosa por respostas que possam esclarecer até onde chegariam os tentáculos dessa suposta rede de corrupção. O caso serve como um alerta para a importância de vigilância constante sobre as instituições públicas, garantindo que a justiça seja feita de forma íntegra e imparcial.